A vacinação contra a poliomielite terá uma atualização a partir de 3 de agosto de 2026. A mudança inclui uma segunda dose de reforço com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), indicada para crianças aos 4 anos de idade.
“Essa atualização reforça a proteção das nossas crianças e garante que o Ceará continue livre da poliomielite. É fundamental que as famílias fiquem atentas ao calendário e mantenham o cartão de vacinação em dia”, destaca a coordenadora de imunização da Sesa, Ana Karine Borges.
A atualização reforça a importância de manter a proteção contra a pólio em dia. A doença, também conhecida como paralisia infantil, pode causar sequelas permanentes e deve continuar sendo levada a sério, mesmo sem circulação do vírus no Brasil há décadas.
O cuidado com a pólio não é coisa do passado
A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, marcou a vida de muitas famílias brasileiras antes da ampliação da vacinação. Em 1975, o Brasil chegou a registrar 3.400 casos da doença, segundo a Fiocruz.Causada por um vírus, a infecção pode começar com sintomas como febre, mal-estar, dor de cabeça, vômitos e dores no corpo, mas, nos casos mais graves, atinge o sistema nervoso e pode deixar sequelas permanentes, principalmente nos movimentos das pernas.
A doença também pode comprometer os músculos responsáveis pela respiração. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma em cada 200 infecções pode levar à paralisia irreversível e, entre as pessoas paralisadas, 5% a 10% morrem quando os músculos respiratórios são atingidos.
O Brasil confirmou o último caso de poliomielite em 1989 e recebeu, em 1994, a certificação de área livre da circulação do poliovírus selvagem. Esse resultado foi alcançado com vacinação. Por isso, manter o cartão de vacina atualizado continua sendo essencial para proteger as crianças e evitar que a doença volte a circular.
Fonte: Ascom Sesa / Fotos: Thaís Menezes



