O artesanato cearense tem encontro marcado na região do Cariri entre os dias 5 e 7 de junho. Em sua edição de 2026, a Feirart Cariri ocupará o Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo, no Crato, das 17h às 21h, reunindo artesãos, mestres artesãos e entidades representativas do Ceará. Promovido pela Central de Artesanato do Ceará (CeArt), equipamento da Secretaria da Proteção Social (SPS), o evento busca ampliar a visibilidade do setor, fortalecer a comercialização dos produtos e aproximar o público dos saberes que fazem parte da identidade cultural cearense. Além da exposição e vendas de peças artesanais, a programação contará com oficinas e apresentações musicais gratuitas, proporcionando uma experiência que conecta cultura, tradição e economia criativa. Um dos destaques desta edição é a realização da Imersão Cariri 2026, iniciativa que aproxima lojistas, designers, curadores e convidados dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco, além de representantes do México. A proposta é criar oportunidades de negócios, promover intercâmbio de conhecimento e ampliar a inserção do artesanato regional em novos mercados. Ao conectar artesãos e compradores, a imersão impulsiona as vendas locais, gera renda e viabiliza parcerias, assegurando a valorização e o desenvolvimento econômico do setor no Cariri. Segundo a coordenadora da CeArt, Germana Mourão, a feira reforça o papel do artesanato como expressão da identidade cultural do Ceará e como importante ferramenta de desenvolvimento econômico. “A Feirart Cariri fortalece o artesanato como expressão da cultura, da identidade e da economia criativa do Ceará, ao mesmo tempo em que cria oportunidades de comercialização e amplia a visibilidade dos artesãos cearenses”, destaca. A expectativa da CeArt é de grande circulação de público durante os três dias de programação. Além dos visitantes da região, a feira deverá receber turistas, lojistas, curadores e profissionais do mercado criativo interessados na produção artesanal. “A feira acontece em um período de intensa movimentação cultural na região e recebe não apenas moradores e turistas, mas também lojistas, curadores e profissionais do mercado criativo de diferentes estados brasileiros. Isso fortalece a comercialização e abre novas oportunidades para os artesãos”, ressalta Germana. Entre os expositores está a rendeira Maria Cleide dos Santos, de Aquiraz. Artesã de 60 anos, Dona Cleide retorna à Feirart Cariri após participar da edição anterior levando peças da renda de bilro, uma das tradições artesanais mais emblemáticas do Ceará. Para a feira, ela levará produtos de vestuário, cama e mesa confeccionados manualmente. Além das peças, faz questão de apresentar ao público a almofada utilizada na produção da renda, compartilhando parte do processo que mantém viva uma tradição passada entre gerações. “Eu gosto muito do Cariri. Na primeira feira que participei lá eu amei. Dessa vez acredito que vou gostar ainda mais, porque vamos encontrar novos clientes e mostrar nosso trabalho para mais pessoas”, afirma. A artesã destaca que a participação na feira representa não apenas uma oportunidade de vendas, mas também de valorização do fazer artesanal. “A expectativa é que seja uma feira boa, com vendas, mostrando o meu trabalho. É importante ser bem recebida, respeitada e ter a oportunidade de apresentar o que fazemos”, completa. Diversidades de saberes e territórios Nesta edição, a Feirart reunirá 100 artesãos e entidades artesanais de 39 municípios cearenses. Os participantes representam diferentes territórios do Estado, incluindo cidades como Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Santana do Cariri, Mauriti, Acaraú, Fortaleza, Tauá, Iguatu, Quixeramobim e Aquiraz. A diversidade também se reflete nas tipologias artesanais presentes na feira. Entre elas estão trabalhos em fios e tecidos, fibras vegetais, couro, argila, areia colorida, metais, pratarias e composição de imagem. A expectativa positiva para a edição de 2026 também é impulsionada pelos resultados alcançados em eventos anteriores. Na última Feirart, os participantes movimentaram mais de R$272 mil em vendas, reforçando o potencial do artesanato cearense como vetor de geração de renda, inclusão produtiva e valorização cultural. Fonte e fotos: Ascom SPS
Feirart chega à nova edição com 100 expositores e expectativa de impulsionar vendas do artesanato cearense
Espetáculo Touro (Bull) integra programação cultural em território Quilombola do Cariri, no dia 08 de junho
O espetáculo Touro (Bull) faz parte da programação cultural na Zona Rural e Quilombola do Cariri neste dia 08 de junho às 17h, integrando as atividades do projeto “Cultura Viva – Partilha de Saberes e Fazeres”, uma realização do Ponto de Cultura ABC Vatá. O espetáculo conta com Valéria Pinheiro, como intérprete e criadora, e Israel Alexander, como brincante e técnico de cenário. Valéria Pinheiro é diretora, coreógrafa da Cia. de Brincantes e idealizadora do Ponto de Cultura ABCVATA / Eco Marias do Sertão. Desenvolve pesquisas com Mestres e Mestras do Brasil e de outros países, resultando em mais de 25 produções cênicas inspiradas nas tradições e expressões populares brasileiras, entre elas: Touro Bull. O espetáculo é um concerto de sapateado brasileiro, com referências de ritmos nacionais, o tema central é a ancestralidade feminina dentro da cultura caririense, e inspira-se nas memórias de Valéria Pinheiro. A artista nasceu no Cariri e destaca que trabalhou no universo tradicional desde o início da carreira artística, além de carregar consigo a influência do reisado, como filha do Mestre de Reisado Velho Doge, Valéria explica: “toda sonoridade e corporeidade provinda desse universo me habita desde a infância”. Em colaboração, Israel Alexander contribui na exibição como brincante e técnico de cenário, ele é artista da cena, e na dança, além do Touro (Bull) também participou da obra “Embocadas” com o coletivo “Maricas”, sua atuação no teatro e na dança é consolidada na cidade de Fortaleza, Ceará. Possui formação em Licenciatura em Teatro pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE) e está em processo de formação no Curso Técnico em Dança (CPD) da Porto Iracema das Artes, aprofundando sua pesquisa corporal e poética. As apresentações culturais integram o projeto como complemento às formações, unindo o conhecimento artístico às vivências desses saberes. A programação integra um ciclo de fruições realizadas pelo projeto, seguida pela Orquestra Percussiva de Curumins do Sertão e vivência com Mestres da Cultura. Acompanhe as demais atividades no instagram: @pontodeculturaabcvata. Este projeto é contemplado pelo 5º Edital Pontos de Cultura, apoiado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará para o desenvolvimento da Rede Estadual de Pontos e Pontões de Cultura, com recursos do Governo Federal/Ministério da Cultura, por meio da Política Nacional Cultura Viva e Política Nacional Aldir Blanc. Além de contar com o apoio local da Escola Municipal Franklin Tavares Pinheiro, em Jati, e da Associação Remanescente Quilombo dos Mulatos, em Jardim. Fonte e foto: Assessoria de Imprensa (Letícia Holanda)
Barbalha: Divulgada programação das das quermesses durante os festejos de Santo Antônio 2026
A Prefeitura de Barbalha, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, torna público a programação das quermesses no período de 31 de maio a 13 de junho, todas as noites, durante a missa e os shows. A programação musical será realizada no Palco da Matriz e terá início sempre após o término da missa. A agenda está diversificada com atrações musicais e culturais que prometem movimentar o centro histórico de Barbalha em uma celebração marcada pela música e pela animação típica dos festejos juninos. Tendo início no dia 31 de maio, após o carregamento do Pau da Bandeira, a programação seguiu com shows de Leonardo de Luna e Maurício Jorge no palco do largo da matriz, animando a todos com muito forró. No dia 1 de junho, sobem ao palco Bonde Play, às 21h, e Banda 3 & Tal, às 22h30. No dia 2, a animação fica por conta do Coletivo 88, às 21h, seguido de Fabiano Torres, às 22h30. Já no dia 3, Nick Bryan se apresenta às 21h. A programação continua no dia 4 de junho com Simone Vox, às 21h, e Banda Retrovox, às 22h30. No dia 5, o público acompanha Patrícia Michely, às 21h, e Artur Di Sousa, às 22h30. No dia 6, Neto Samba de Mesa assume o palco às 21h. No dia 7 de junho, a festa segue ao som de PC do Samba, às 21h, e Samba Cariri, às 22h30. Já no dia 8, se apresentam Jonas do Acordeon, às 21h, e Pagode do Allanzinho, às 22h30. A programação retorna no dia 10 de junho com os shows de Os Pelejas, às 21h, e 360 Graus, às 22h30. No dia 11, o público poderá prestigiar Forró Envolvente, às 21h, e Guga Brito, às 22h30. Encerrando a programação musical das quermesses, o dia 12 de junho contará com apresentações da Banda Seis Cordas, às 21h, Banda Old Tape e Os Águias de Barbalha, às 22h30. Já no dia 13 de junho, após a tradicional procissão de Santo Antônio, o público participa do encerramento festivo ao som de Pagode Louvação. Reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN, a 98° edição da Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio reafirma, mais uma vez, a força da cultura popular, da religiosidade e das tradições que fazem de Barbalha o ponto de partida dos festejos juninos no Cariri. Fonte e foto: Ascom PMB
Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio 2026 recebe cerca de 400 mil visitantes e abre os festejos juninos do Cariri
Realizada neste domingo (31), a Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio 2026 recebeu aproximadamente 400 mil visitantes, conforme levantamento feito pela Polícia Militar que realiza acompanhamento durante todo o evento. Os dados reafirmam que a cidade é um grande palco de fé, cultura popular e alegria, na abertura oficial dos festejos juninos da região do Cariri. Desde as primeiras horas do dia, as ruas da cidade foram tomadas pela emoção e pela riqueza das manifestações culturais. O tradicional Cortejo Cultural reuniu 75 grupos da cultura popular, levando cores, música, dança e ancestralidade ao público presente. O desfile contou ainda com o Cortejo do Pau Mirim, organizado pela Secretaria de Educação, protagonizado por crianças e jovens que ajudam a manter viva a tradição, reforçando o compromisso da cidade com a preservação de seu patrimônio cultural. Ao longo do percurso, moradores e visitantes acompanharam apresentações que evidenciaram a diversidade cultural do Cariri, consolidando Barbalha como um dos maiores polos de cultura popular da região. O momento mais aguardado do dia foi o hasteamento do Pau da Bandeira de Santo Antônio. Entre aplausos, cânticos e manifestações de fé, o hasteamento reafirmou a importância da celebração como um dos maiores símbolos da identidade cultural e religiosa do povo barbalhense. A programação seguiu durante a noite com grandes apresentações musicais que levaram milhares de pessoas aos quatro palcos distribuídos pela cidade. Nomes consagrados da música nordestina, como Elba Ramalho, Luiz Fidelis, Dorgival Dantas e Mestrinho, embalaram o público com muito forró, celebrando as raízes culturais da região e mantendo viva a energia da festa até a madrugada. A 98ª edição está deixando um legado de emoção, pertencimento e valorização da cultura popular. Para quem viveu cada momento, fica a certeza de que Barbalha mais uma vez fez história. E para quem participou, permanece o sentimento de saudade antecipada e a vontade de retornar todos os anos para celebrar uma das maiores e mais autênticas manifestações culturais do Brasil: a Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio. Fonte e foto: Ascom PMB
Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio movimenta Barbalha com fé, cultura e geração de renda
A Festa impulsiona cerca de R$ 22,5 milhões na economia local durante os festejos. Fé, cultura e patrimônio imaterial brasileiro. A edição 2026 da tradicional Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio, em Barbalha, teve início neste domingo (31). Os festejos dedicados ao santo casamenteiro seguem até 13 de junho, data em que é celebrado Santo Antônio, e a expectativa é reunir cerca de 500 mil visitantes ao longo de toda a programação e movimentar cerca de R$ 22,5 milhões. “Meu coração fica a mil.” É assim que se sente Socorro Luna, uma das personalidades mais conhecidas da Festa do Pau da Bandeira, sempre que vê Barbalha tomada por visitantes. Reconhecida, neste ano, como Personalidade do Folclore Brasileiro pela UNESCO, Socorro Luna é considerada a solteirona mais famosa do Brasil, ou, como ela própria prefere se definir, a maior devota de Santo Antônio. A barbalhense participa há mais de 30 anos da Festa do Pau da Bandeira, promovendo a tradicional Noite das Solteironas e distribuindo o chá do santo, além de manter vivas as simpatias e tradições ligadas ao santo casamenteiro. “Eu amo isso aqui. Sou devota número um de Santo Antônio. Considero algo fantástico celebrar a nossa religiosidade, as nossas crenças e os nossos costumes”, enfatizou Socorro Luna. A expectativa é que Barbalha receba cerca de 350 mil pessoas apenas neste domingo (31), dia do tradicional cortejo do Pau da Bandeira de Santo Antônio. Entre os visitantes esteve o governador Elmano de Freitas, que destacou a importância da celebração para o povo cearense. “Estou muito feliz por estar em Barbalha, participando dessa festa popular do nosso povo. Fico muito satisfeito ao ver essa multidão prestigiando uma cidade tão organizada e bonita”, afirmou o governador. “Antes de qualquer coisa, essa festa representa o fortalecimento da fé”, completou Elmano. Natural do Cariri, o senador da República, Camilo Santana, que frequenta a festa desde a infância, destacou a celebração como um momento de valorização da cultura e da fé. “Este ano trouxe o José, meu filho mais novo, para conhecer a festa e também para pedirmos proteção a Santo Antônio, mais paz e a diminuição do ódio entre as pessoas. Essas são as nossas tradições e a nossa cultura”, afirmou. Turismo religioso e geração de oportunidades José e Sandra de Oliveira estão juntos há mais de 20 anos e, antes mesmo do início do relacionamento, José já trabalhava como autônomo durante a Festa do Pau da Bandeira. Com seu carrinho de doces e café estacionado ao lado da Igreja Matriz de Barbalha, ele falou sobre o impacto que a celebração tem em sua vida. “Há uns 30 anos que participo do Pau da Bandeira, desde quando era jovem. Uma festa como essa é muito importante para nós, porque, além de representar cultura e fé, também gera oportunidades de trabalho e renda”, comentou José. O casal está entre os mais de 500 trabalhadores informais que garantem renda durante o período da festa. A geração de renda durante as festividades beneficia especialmente ambulantes, barraqueiros e pequenos empreendedores locais. Sandra de Oliveira reforçou a fala do marido. “Ele já trabalhava aqui e, quando nos conhecemos, há mais de 20 anos, passei a acompanhá-lo. É essa festa popular que nos dá sustento e ajuda a pagar as nossas contas”, destacou. O evento é considerado um dos principais motores da economia local durante o mês de junho, com expectativa de movimentar cerca de R$ 22,5 milhões. O prefeito de Barbalha, Guilherme Saraiva, destacou que os preparativos para a festa começaram ainda em janeiro, diante do crescimento constante da celebração a cada ano. “Hoje é o dia mais feliz para o povo barbalhense. A gente espera o ano inteiro por esse momento”, afirmou. “A abertura do São João do Nordeste acontece aqui, em Barbalha, reunindo fé e cultura. A cada ano recebemos mais visitantes e estamos de braços abertos para acolher todos que chegam à nossa cidade”, completou. Quem se sentiu tão bem acolhida por Barbalha e pelos festejos culturais que retornou pelo terceiro ano consecutivo foi a turista Camila Marinho, natural de São Paulo e moradora do Piauí. Ela faz parte dos 33% de visitantes vindos de cidades fora da região do Cariri para prestigiar a tradicional celebração. “É a minha terceira vez na Festa do Pau da Bandeira. Na primeira vez, vim apenas com meu companheiro, mas, desde que minha filha nasceu, passei a trazê-la também. Considero importante que ela tenha essa experiência em seu repertório de vida, porque estar aqui é sempre muito especial. É um lugar pelo qual temos muito respeito. Esta é uma terra acolhedora, que realiza uma das festas populares mais bonitas do Brasil e do mundo”, ressaltou Camila. Fonte e foto: Ascom Casa Civil
Após reconhecimento internacional da UNESCO, Socorro Luna recebe homenagem de Max Petterson durante o projeto “Eh do Cariri”
Personagem histórica da Festa de Santo Antônio de Barbalha, a “solteirona mais famosa do Brasil” foi celebrada por sua trajetória. Um dos momentos mais emblemáticos da programação do projeto “Eh do Cariri” foi a homenagem prestada pelo artista, ator e criador de conteúdo Max Petterson a Socorro Luna, uma das principais referências da cultura popular de Barbalha e personagem histórica dos festejos de Santo Antônio no Cariri cearense. Reconhecida nacionalmente como a “solteirona mais famosa do Brasil”, Socorro Luna construiu uma trajetória de mais de 30 anos dedicada à preservação e difusão de tradições populares ligadas à Festa de Santo Antônio. Seu nome está diretamente associado à tradicional Noite das Solteironas, ao chá do Santo e às simpatias casamenteiras que integram o imaginário popular das celebrações juninas da região. A homenagem ganhou ainda mais significado após o reconhecimento recebido por Socorro Luna na noite deste sábado (30), quando foi agraciada com o título de Personalidade do Folclore Brasileiro pela Organização Internacional do Folclore e Artes Populares (IOV/UNESCO). A honraria foi concedida durante cerimônia realizada em Barbalha, no mesmo evento em que a tradicional Festa de Santo Antônio, em sua 98ª edição, foi reconhecida como Patrimônio Vivo da Cultura Brasileira. A programação do “Eh do Cariri” já havia incluído Socorro Luna em seu roteiro cultural como forma de evidenciar personagens que desempenham papel fundamental na preservação da memória e das tradições populares do Cariri. Ao longo da imersão idealizada por Max Petterson, o projeto tem promovido encontros com mestres da cultura, lideranças comunitárias e representantes de manifestações que ajudam a construir a identidade cultural da região. Durante visita realizada na residência de Socorro Luna, na última quinta-feira (28), os convidados de Max tiveram contato com histórias, memórias e costumes relacionados à Festa do Pau da Bandeira e aos festejos de Santo Antônio. Na ocasião, a anfitriã também conduziu a preparação do tradicional chá feito com a casca do Pau da Bandeira, um dos rituais mais conhecidos das tradições casamenteiras de Barbalha e um símbolo das manifestações populares que atravessam gerações no município. Para Max Petterson, o reconhecimento concedido à Socorro representa também uma valorização da cultura popular brasileira e das pessoas que dedicam suas vidas à preservação dessas tradições. “Quando pensamos o ‘Eh do Cariri’, entendemos que valorizar a região também significa dar visibilidade a personagens que mantêm vivas manifestações culturais que atravessam gerações. Socorro representa uma parte importante da memória afetiva e da identidade cultural de Barbalha e do Cariri”, destaca. Fonte e foto: Capuchino
Segundo dia do “Eh do Cariri” leva convidados ao Museu de Paleontologia, à Fundação Casa Grande, ao ateliê de Espedito Seleiro e à Terreirada Cearense
O segundo dia de programação do projeto “Eh do Cariri”, realizado nesta sexta-feira (29), reuniu convidados em uma programação voltada ao conhecimento e à valorização do patrimônio cultural, histórico e científico do Cariri cearense. Idealizada pelo artista, ator e criador de conteúdo Max Petterson, a iniciativa busca ampliar a visibilidade da região por meio de experiências imersivas que conectam personalidades, comunicadores e influenciadores às manifestações culturais e aos espaços que ajudam a construir a identidade caririense. A programação teve início no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri. O equipamento abriga um dos mais importantes acervos paleontológicos do país, reunindo fósseis encontrados na Chapada do Araripe, formação geológica reconhecida internacionalmente pela relevância de seus registros científicos. Durante a visita, os participantes conheceram parte das pesquisas desenvolvidas na região e tiveram contato com um patrimônio que coloca o Cariri entre os mais relevantes polos de estudos paleontológicos do mundo. Na sequência, os convidados visitaram a Fundação Casa Grande, em Nova Olinda, instituição reconhecida por seu trabalho voltado à educação, à comunicação comunitária, à preservação da memória e à formação de crianças e jovens. Referência nacional em gestão cultural e turismo comunitário, a Fundação desempenha um papel importante na valorização da história e das tradições do Cariri, promovendo ações que fortalecem o vínculo das novas gerações com o patrimônio cultural da região. Encerrando o roteiro da tarde, os convidados conheceram o ateliê de Espedito Seleiro, um dos principais nomes do artesanato brasileiro. Reconhecido nacionalmente por seu trabalho em couro, o mestre compartilhou sua trajetória e apresentou parte do processo criativo que transformou sua produção artesanal em um símbolo da cultura nordestina. A visita proporcionou uma aproximação com técnicas, saberes e tradições preservados ao longo de gerações e que continuam contribuindo para a identidade cultural do Cariri. À noite, os convidados conheceram a Terreirada Cearense. Além das visitas presenciais, o projeto contempla a produção de uma websérie documental, entrevistas e conteúdos especiais que serão compartilhados em diferentes canais digitais, contribuindo para a divulgação do patrimônio material e imaterial caririense em âmbito nacional. Segundo Max Petterson, idealizador do projeto, o “Eh do Cariri” surgiu a partir do desejo de ampliar o conhecimento sobre a região e fortalecer a circulação de histórias que evidenciam a diversidade cultural, os saberes tradicionais, a criatividade e a relevância histórica do Cariri para o Brasil. Fonte e foto: Capuchino
A história da beata Maria de Araújo vira livro infantil ilustrado, com lançamento no dia 28 de maio, em Crato
A beata Maria de Araújo, protagonista do milagre da hóstia atribuído ao Padre Cícero, tem sua história escrita para crianças. O livro A Menina, o Menino e o Rio, será lançado nesta quinta-feira, 28, na Galeria da RFFSA/Centro Cultural do Araripe, a partir das 8h, em uma iniciativa da Prefeitura do Crato, por meio de ação conjunta das Secretarias de Educação e Cultura. A obra, de autoria de Ana Rosa Dias Borges, foi contemplada através da Lei Aldir Blanc. Conta a infância da religiosa, baseada na pesquisa de memórias de antigos moradores e romeiros. “Renato Dantas, grande pesquisador da religiosidade popular, que me presenteou com esse conto, e eu reconto”, destaca a autora. A expectativa é de que 400 exemplares sejam distribuídos em bibliotecas públicas do Crato e da região. Além do texto, a ilustração do livro, em aquarela, é um encanto à parte. “O ilustrador Helton Cardoso teve um lampejo de luz divina, abençoado pela beata Maria de Araújo, acredito”, ressalta Ana Rosa, orgulhosa e emocionada. No lançamento, estarão presentes escolas da rede municipal e o coletivo Contadores de Histórias Cariri, garantindo que todos deem asas à imaginação. Serviço Lançamento do livro A Menina, o Menino e o Rio Dia 28 de maio, às 8h No Galeria da RFFSA/Centro Cultural do Araripe Fonte e foto: Ascom Pref. Crato
Sesc inaugura Museu Orgânico em homenagem à agricultura sustentável e à agroecologia
No interior da Chapada do Araripe, o Sistema Fecomércio Ceará, por meio do Sesc, inaugurou nesta quinta-feira, 21, o seu 29º Museu Orgânico. O Museu Escola de Agrofloresta do Mestre Zé Artur é um exemplo de práticas de convivência com o semiárido e está localizado no Sítio Patos, em Nova Olinda. A homenagem é um reconhecimento ao trabalho realizado por Zé Artur em respeito ao solo e à natureza. José Raimundo de Matos, seu Zé Artur, nasceu e cresceu trabalhando na agricultura. Desde pequeno, acompanhando o trabalho dos pais, deu seguimento às mesmas práticas que desgastavam o solo, mas mudou o sistema de manejo da terra após uma experiência com um grupo de pesquisadores, passando a valorizar a agricultura sustentável e a agroecologia. Assim, o Sítio Escola Mestre Zé Artur passou a ser reconhecido por preservar a atividade agroflorestal, combatendo a queimada e desenvolvendo a harmonia consorciada entre o cultivo e a natureza existente. De acordo com o superintendente do Sistema Fecomércio, Henrique Javi, para além da importância da campanha em reconhecimento da Chapada do Araripe como patrimônio da humanidade, a inauguração de mais um museu orgânico no Cariri evidencia a riqueza dos mestres da cultura popular que, através de uma história de vida, constroem e reconstroem verdadeiros tesouros imateriais que ficarão de legado para as próximas gerações.“Mestre Zé Arthur tem oito décadas dedicado a um trabalho voltado para mostrar o quanto é forte a relação do homem com a natureza. E é essa, talvez, a grande lição que tem aqui, que a gente possa devolver para a natureza, através do nosso trabalho, aquilo que ela nos dá todo dia. É um motivo de muito orgulho e muita gratidão poder estar aqui pelo Sistema Fecomércio, garantindo que, através dos museus orgânicos, a nossa história, a nossa cultura sobreviva pelos tempos além”, destacou. Florescer e reviver Zé Artur conheceu uma nova forma de lidar com a terra em 1995, após uma capacitação promovida pela Associação Cristã de Base (ACB) com técnicos alemães, quando aprendeu a tratar o solo de forma sustentável. Nos últimos 30 anos, a terra cultivada por ele não sabe o que é queimada ou agrotóxicos, longe disso; seu terreno é cheio de diferentes culturas e vive coberto de galhos e de folhas verdes e secas, matéria orgânica natural.Com a consciência de quem viu sua terra florescer e reviver com o sistema agroflorestal, o Mestre é hoje uma referência para todo semiárido brasileiro, ensinando para as novas gerações o jeito certo e sustentável de produzir alimentos. Além da produção, ele e sua esposa, Dona Bastinha, mantêm uma pousada comunitária voltada ao turismo rural e ecológico. O local recebe a visita de estudiosos e pesquisadores de vários lugares do Brasil e do Mundo. Na sua opinião, ser reconhecido como um museu orgânico é uma grande felicidade, é o bem sendo colhido após tantos anos sendo plantado.“Maior felicidade que a gente tem hoje é alcançar um objetivo que a gente alcançou num lugar desse. O povo pergunta, mas Zé Artur, como é que tu consegue isso aí? Eu digo que é pelo conhecimento que eu implantei, por onde eu andei só fiz o bem. Quem planta o bem mais tarde recebe o bem”, definiu. Sobre a agrofloresta A atividade agroflorestal é uma prática que possibilita uma melhor convivência com as adversidades de ordem climática tão presentes nas regiões semiáridas. A agricultura agroflorestal supera, em viabilidade econômica, a agricultora convencional, apresentando um rendimento duas vezes maior em ganhos financeiros. As características físicas e químicas do solo, no sistema agroflorestal, superam positivamente a agricultura convencional. Apresentando resultados positivos, as experiências agroflorestais expandiram-se, ganharam importância, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico de algumas regiões nordestinas, a exemplo da Chapada do Araripe, no Ceará. Fonte e foto: Assessoria de imprensa
Centro Cultural do Cariri realiza Mostra de Cinema Contemporâneo de 27 de maio a 30 de julho
No dia 27 de maio, a partir das 18h30, no Centro Cultural do Cariri, equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará, gerido em parceria com o Instituto Mirante, inicia as atividades da Mostra de Cinema Contemporâneo. A programação integra a exposição “Cariri: Corpo, Terra e Cultura” e têm curadoria e mediação da fotógrafa e cineasta Nívia Uchôa. Os filmes que abrem a Mostra são “Meidia” e “Faísca”. A iniciativa objetiva divulgar produções cinematográficas do Cariri, promover a troca de saberes entre artistas e espectadores, contribuir para a formação de público crítico e consolidar o cinema como ferramenta de expressão artística, memória e identidade cultural da região. A expectativa é fortalecer a produção audiovisual local, ampliar a visibilidade dos realizadores e consolidar um espaço contínuo de reflexão, debate e circulação de saberes sobre cinema e cultura popular no Cariri. Filmes exibidos na abertura da Mostra de Cinema ContemporâneoMeidiaDireção: Lian GaiaCo-direção: Barbara Matias Kariri É um filme de memória. Retrata o encontro da artista Lian Gaia com a comunidade do Mareco (Aldeia Marrecas), onde Bárbara Matias Kariri vive com sua família. Mostra o cotidiano dessa família em reivindicação pela memória ancestral indígena no sertão do Ceará e a revolta perante a construção de um açude que desterritorializou parte dessas famílias e afogou a antiga comunidade. FaíscaDireção: Bárbara Matias Kariri O desaparecimento das onças do território provoca uma desolação nas pessoas da comunidade. Mulheres de diferentes gerações se encontram diante desse conflito, que exige a descoberta de segredos antigos para o retorno das onças, antes que todas as pessoas também desapareçam. Os filmes têm classificação livre e serão exibidos no Pequeno Palco do Centro Cultural. A Mostra de Cinema Contemporâneo segue até 30 de julho. Próximos filmes: 10/6 – “Kariri Silêncio Estrondoso” e “O Vegetariano”Kariri Silêncio Estrondoso – Direção: Yasmin AriadneO Vegetariano – Direção: Wylliana Nascimento9h às 11h – Pequeno PalcoMediação: Nívia UchôaClassificação indicativa: 12 anos 25/6 – “Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto”Direção: Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith18h30 às 20h – Pequeno PalcoMediação: Nívia UchôaClassificação indicativa: Livre 22/7 – “A Costureira”Direção: Ailton Jesus18h30 às 20h – Pequeno PalcoMediação: Nívia UchôaClassificação indicativa: Livre 30/7 – “Quimami”Direção: Jaildo Oliveira18h30 às 20h – Pequeno PalcoMediação: Nívia UchôaClassificação indicativa: Livre Texto e Fotos: Ascom CCC


