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Imóveis sem conexão à rede de esgoto geram 65 milhões de litros de efluentes por mês em Barbalha

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), por meio da Ambiental Ceará, informa que mais de 6.500 imóveis do município de Barbalha não estão conectados à rede de esgoto disponível, o índice resulta em 65 milhões de litros de esgoto mensais que deixam de ser coletados e tratados de forma correta.

A rede de esgoto ociosa da cidade poderia estar atendendo mais de 26 mil pessoas de diversos bairros. Entre as áreas com maior disponibilidade, está o bairro Cirolândia com mais de 1.200 imóveis que poderiam estar conectados, em sequência, os bairros Bulandeira e Malvinas que contam, respectivamente, com 1017 e 993 residências que não estão interligadas.

O coordenador de planejamento, monitoramento e desempenho da Cagece, Luciano Barreto, reforça que “ para o alcance da universalização do esgotamento sanitário com 90% com coleta e tratamento esgoto até 2033, a população dos municípios tem uma missão fundamental que é a adesão ao serviço através da interligação das instalações de esgoto dos seus imóveis à rede coletora, sem esse compromisso, as metas do novo marco legal não serão atingidas e os investimentos realizados não terão a eficácia pretendida, por isso é necessário o empenho de todos os envolvidos neste processo”, pontua.

“Imaginar que 65 milhões de litros de esgoto estão indo direto para a natureza, sem nenhum processo de desinfecção e retirada das impurezas é preocupante, ainda mais em um local com importantes recursos hídricos, como Barbalha. Esse esgoto sem tratamento tem alto potencial para poluir rios, lagos, lençóis freáticos, além de favorecer a proliferação de vetores como baratas, mosquitos, ratos e doenças,” explica Tadeu Bezerra, gerente executivo da Ambiental Ceará.

Somente em 2025, foram construídos 25 quilômetros de novas redes coletoras de esgoto abrangendo especialmente os bairros Malvinas, Bulandeira, Cirolândia e Bela Vista.

Mazé Dantas, moradora do Cirolândia, conta a importância de estar conectada à rede. “Eu acho importante por vários motivos, o esgoto a céu aberto é feio e muito prejudicial, o odor é forte. Eu decidi fazer porque é uma preocupação a menos, a rua fica mais limpa. Acho interessante e todos deveriam se conscientizar em relação a isso, porque fica realmente uma cidade mais limpa”, destacou.

Fonte e foto: Ascom Ambiental Ceará

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