A primeira temporada do espetáculo “Vozes Bárbaras” estreia no Sesc Juazeiro do Norte neste sábado, 11 de outubro, às 20h, no Teatro Patativa do Assaré. Em cena, 11 atrizes dão vida às heroínas invisibilizadas na história da independência do Brasil, com um trabalho inédito que debate questões da mulher contemporânea com irreverência, embaladas por músicas autorais e percussão executadas ao vivo. Realizado pelo Grupo de Pesquisa Visualidades da Cena Cariri – VISUCCA/URCA, o projeto foi contemplado pelo Prêmio FUNARTE Retomada 2023 e conta com a parceria da Cariri Arte e Produções LTDA, Casa da Árvore Produções e Rizoma Produções Artísticas e apoio da Ong Beatos. “Este não é um espetáculo biográfico, é um desfile didático performático que revela o processo de discussão que realizamos durante o processo de montagem sobre questões da mulher contemporânea. O processo criativo também foi alicerçado pelo Seminário Vozes Bárbaras, evento que serviu como uma imersão no contexto político, social e cultural da história dessas heroínas nacionais. O seminário não só forneceu uma base de pesquisa para composição das personagens, mas também reforçou a missão do projeto de enaltecer as mulheres que lutaram pela criação da nação”, destaca o diretor Vinicio Oliveira Oliveira. Mulheres na luta pela Independência do Brasil Para a atriz Aline Rodrigues, que interpreta Ana Lins, revolucionária da Confederação do Equador, o processo é tanto uma experiência artística quanto de reparação histórica. “É uma honra trazer visibilidade para uma mulher que foi, de certa forma, apagada da história. Quando pensamos na Independência, só lembramos do grito de D. Pedro I. Ninguém fala das mulheres que fizeram parte dessa luta. A minha personagem lutou pela independência de Pernambuco e Alagoas. É incrível ver como o espetáculo tem um pouquinho de cada uma dessas mulheres”, destaca. Há quem veja nessas personagens uma ponte entre passado e futuro, como é o caso da atriz Brici Monteiro, intérprete de Maria Felipa de Oliveira, guerreira da Ilha de Itaparica (BA), que vê na personagem uma ponte entre passado e presente. “Representar Maria Felipa é como ouvir o chamado das ancestrais. Ela não é apenas uma personagem, é uma energia viva que me atravessa. Cada cena é um ato de memória e de celebração das mulheres negras que a história tentou silenciar. A mulher contemporânea é herdeira direta dessas heroínas — as dores mudam de roupa, mas a coragem permanece. ‘Vozes Bárbaras’ é mais do que um espetáculo, é um movimento de memória, arte e identidade”, afirma Brici. Projeto Vozes Bárbaras O projeto nasceu de uma parceria entre o grupo de pesquisa Visualidades da Cena Cariri da URCA (VISUCCA) e a Vila da Música ainda em 2019. Idealizado por Vinicio de Oliveira Oliveira e Dane de Jade e com direção de arte de Rodrigo Frota, de lá pra cá, o projeto promoveu oficinas de canto, dança, interpretação, dramaturgia, dois seminários, bate-papos, duas mostras cênicas e dois textos teatrais. Mais do que um tributo, Vozes Bárbaras é um ato político e poético de reconhecimento. Essa primeira temporada acontecerá entre os dias 10 de outubro, com sessão para convidados, até o dia 01 de novembro, com sessões distribuídas entre os dias de quartas-feiras a sábados, com sessões a partir das 18h, no teatro Patativa do Assaré, Sesc Juazeiro do Norte. Confira todas as apresentações nas nossas redes sociais @vozesbarbaras. SERVIÇO Espetáculo: Vozes Bárbaras Data: 11 de outubro a 01 de novembro (de quarta-feira à sábado) Horário: quarta a sexta 19h; sábados 18h e 20h Local: Teatro Patativa do Assaré – Sesc Juazeiro do Norte Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). Fonte e foto: Assessoria de Comunicação
Espetáculo “Vozes Bárbaras” estreia no Sesc Juazeiro do Norte e homenageia heroínas brasileiras
Espetáculo “Margarida: Pra você lembrar de mim” traz sete apresentações em Crato e Juazeiro do Norte
Multiartista paraibana Luz Bárbara abre temporada de apresentações no Cariri. O projeto seguirá para outra cidade, totalizando 10 apresentações neste mês de outubro. Sobre o espetáculo O projeto Margarida no Mato apresenta o espetáculo “Margarida: Pra você lembrar de mim”, com temporada de apresentações no Cariri Cearense e no Sertão de Crateús, neste mês de outubro. A temporada contempla as cidades de Crato e Juazeiro do Norte, com início nesta sexta-feira, 10 de outubro, às 19h, na Casa de Farinha Mestre José Gomes, ponto de cultura da comunidade do Baixio do Muquém, em Crato. A classificação indicativa da performance é a partir de 14 anos e tem duração de 50 minutos, sendo estrelado pela performer Luz Bárbara. O espetáculo traz uma proposta cênica que rompe fronteiras entre linguagens artísticas. A montagem dialoga com características do teatro documentário, da performance e do cinema expandido, construindo uma dramaturgia audiovisual que mistura narrativa histórica, memória pessoal e intervenção poética. A peça já passou por cidades como Porto Alegre, Brasília, São Paulo, Rio Grande do Sul e Crato-CE. Dramaturgia, memória e estética A dramaturgia conta com sons, manipulação de objetos, interação com o público, abertura de câmera ao vivo e projeções audiovisuais. Esses recursos recontam fatos históricos pouco conhecidos, tornando a memória um elemento palpável e compartilhado com o espectador. Assim, o objetivo estético se potencializa: dar forma poética, visual e cênica à memória. O espetáculo reconstrói lembranças entre passado e presente, indivíduo e coletividade. A montagem revive a trajetória de Margarida Maria Alves, líder sindical assassinada em 1983 por defender trabalhadores rurais, além de evocar a memória do Cariri paraibano e ancestralidade do povo Kariri. Publicação da obra e reflexões contemporâneas Em 2023, a obra foi publicada pela N-1 Edições, dentro da Caixa de Dramaturgias Indígenas. O livro reúne 11 dramaturgias de artistas indígenas do Brasil, Chile e Argentina. A coletânea aborda autoficção e questões contemporâneas, como retomada de territórios e identidade de gênero. Sobre Luz Bárbara A multiartista Luz Bárbara dirige e protagoniza o projeto. Natural da Paraíba, migrou para São Paulo, onde fortaleceu sua identidade Kariri e se reconectou com saberes antigos do seu povo. Sua relação com Margarida é de intersecção: migração nordestina, ancestralidade e resistência. Bárbara conta e reconta a história da heroína com respeito e afeto, reacendendo a memória da sindicalista em um retorno simbólico à sua casa e ao seu túmulo. “Lembrar é resistir”, afirma Luz Bárbara, ao destacar que a montagem não apenas homenageia Margarida, mas também reencanta a memória ancestral do povo Kariri e de tantas mulheres do campo. A temporada inclui apresentações em comunidades com forte presença de ancestralidade indígena e ruralidade, ampliando o diálogo entre arte, território e memória coletiva. Quem foi Margarida Maria Alves? Margarida Maria Alves nasceu em Alagoa Grande (PB). Trabalhadora rural e líder sindical, moveu mais de 600 ações trabalhistas em 12 anos de mandato, todas ganhas. Lutava por direitos básicos, como salário digno, férias, carteira assinada e regulamentação da jornada de trabalho. Também participou da criação do Movimento de Mulheres do Brejo (MMB), uma das primeiras organizações de mulheres da América Latina. Ao liderar o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, enfrentou usineiros, fazendeiros e políticos da região. Em 12 de agosto de 1983, foi assassinada aos 51 anos na porta de casa, diante do marido, filho e vizinhos. Sua família foi expulsa das terras. A morte de Margarida teve repercussão nacional e internacional, com apoio da Anistia Internacional. Ela é homenageada na Marcha das Margaridas, maior encontro de mulheres da América Latina, realizado a cada quatro anos em Brasília desde 2000. Em 2000, durante a primeira Marcha das Margaridas, houve denúncia contra o Estado brasileiro na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Após anos de tramitação, Margarida foi reconhecida como anistiada política em 2016. Em 2018, a CIDH responsabilizou o Brasil pela sua morte. Apoio institucional Este projeto tem o apoio da bolsa artística “Bolsa Funarte de Teatro Myriam Muniz”. Serviço – Cronograma de apresentações Referências e redes Sobre a artista Luz Bárbara é multiartista nas linguagens da performance, literatura, teatro e cinema. Pessoa trans não binária, indígena Kariri originária de Parahyba e migrante em São Paulo. É formada em Ciências das Religiões pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com pesquisas em antropologia do imaginário. Ficha técnica Fonte e foto: Assessoria de Imprensa – Dalila da Silva – (88) 9 8859-4572
Oficina oferece aprendizado em escultura religiosa no Centro de Artesanato
Entre os dias 6 a 10 de outubro, das 14h às 17h, o Centro de Artesanato Municipal Maria Cândido será palco da ação “Cada Quintal uma Oficina”, ministrada pelo artesão Everaldo Ferreira. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o início das atividades, diretamente no Centro de Artesanato, localizado na Rua José Barbosa dos Santos, s/n, Vila Fátima, nos horários de 8h às 11h30 e 13h30 às 17h. Durante a oficina, os participantes vão aprender, na prática, o processo de criação de imagens de Jesus e Maria, além de ex-votos e esculturas inspiradas no cotidiano popular. Reconhecido por sua trajetória no artesanato local, Everaldo Ferreira compartilha técnicas e saberes que atravessam gerações, reforçando o papel de Juazeiro do Norte como referência nacional em arte sacra popular. O nome da oficina faz referência a um ensinamento do Padre Cícero, símbolo da religiosidade do município. Seguindo essa inspiração, o artesão trabalha em uma oficina montada no quintal de sua casa, utilizando ferramentas manuais para dar forma às esculturas. Everaldo tornou-se um dos principais especialistas na produção de imagens do Padre Cícero, com obras que já circularam pelo mundo, presenteadas a personalidades, celebridades e políticos. Hoje, o artista amplia sua produção, explorando novas temáticas dentro da imaginária escultórica, que transita entre a religiosidade e o turismo cultural de Juazeiro do Norte. Fonte e foto: Ascom Prefeitura de Juazeiro do Norte
Som, natureza e cultura: Crato apresenta o “Tá Musical esse Inferninho”
O Crato sediará, no próximo dia 11 de outubro, do projeto “Tá Musical esse Inferninho”, edição local da iniciativa “Tá Meio Musical Esse Ambiente”, que vem transformando paisagens em experiências artísticas e sustentáveis. A proposta é consolidar no município um espaço de encontro cultural permanente, unindo música, convivência e reflexão sobre a preservação ambiental. O evento acontecerá no Inferninho, localizado no Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti, espaço que passa a ser ressignificado como ponto de referência cultural e de lazer para a cidade. Com patrocínio do Centro Cultural Banco do Nordeste e apoio da Prefeitura do Crato, por meio das Secretarias de Cultura e de Meio Ambiente e Mudança do Clima, a iniciativa reforça a vocação do Crato como cidade de inovação cultural, que alia tradição, modernidade e cuidado com o meio ambiente. A abertura contará com Isaac Cândido, idealizador do projeto, seguida pelo show de Giuliano Eriston, vencedor do The Voice Brasil, que encantará o público ao integrar música e natureza em perfeita sintonia. O palco ainda receberá Junú e Tãmara Lacerda, fortalecendo o diálogo entre diferentes vozes da cena musical. Mais do que um espetáculo, o projeto busca sensibilizar a comunidade sobre a importância da preservação ambiental, do respeito à diversidade e da valorização dos espaços coletivos. “O projeto tem a ambição de se tornar uma referência para o Cariri e para o Ceará, fortalecendo o sentimento de pertencimento, estimulando a economia criativa e ampliando a consciência ambiental da população”, afirmou Isaac Cândido. Aberto ao público, o evento reunirá moradores e visitantes em um ambiente acolhedor, proporcionando lazer, arte de qualidade e uma mensagem de compromisso com o futuro. Para a Prefeitura do Crato, apoiar iniciativas como esta significa investir em educação ambiental, cultura e qualidade de vida. Um novo ponto de encontro no Crato O “Tá Musical esse Inferninho” nasce com o objetivo de se firmar como espaço cultural de referência para moradores e turistas, incentivando a ocupação saudável da cidade e projetando o Crato como protagonista em iniciativas que unem arte, cidadania e sustentabilidade. Serviço Local: Inferninho – Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti, Crato-CE Data: 11 de outubro Horário: a partir das 17h Atrações: Isaac Cândido, Giuliano Eriston, Junú e Tãmara Lacerda Entrada gratuita Fonte: Ascom Prefeitura Crato (Texto – Herminia Rachel Saraiva)
Livro sobre as biografias de Belchior terá três lançamentos no Cariri
Belchior: a construção de um mito na literatura de cordel (RDS, 2025, 308 páginas), de autoria do jornalista e pesquisador Alberto Perdigão, é o livro que será lançado, neste fim de semana, em três eventos no Cariri. Os lançamentos são um tributo à memória de Antonio Carlos Belchior, 30 dias antes do aniversário de 79 anos do cantor e compositor. Palestra no Crato A jornada começa nesta sexta-feira (26), às 19h30, no Instituto Cultural do Cariri, no Crato (Rua Rui Barbosa, em frente ao Parque de Exposições – Centro). A noite será aberta com um pocket show da cantora Leninha Linard interpretando Belchior. Em seguida, Alberto Perdigão fará palestra sobre A Poética de Belchior e autografará a obra. Almoço em Juazeiro Em Juazeiro do Norte, o lançamento será durante Um Almoço para Belchior, que será realizado sábado (27), a partir de 12 horas, no restaurante Vila Moringa (Rua Belo Horizonte, 464 – José Geraldo da Cruz). O cantor Davi Sobreira apresentará os maiores sucessos de Belchior, enquanto Perdigão autografará seu novo livro. Roda de conversa em Barbalha Em Barbalha, o lançamento será no sábado (7), às 18 horas, na Escola de Saberes (Rua Neroly Filgueira, 386 – Centro). Além do autógrafo, o autor apresentará os aspectos mais importantes da obra poética de Belchior. O microfone será aberto aos participantes que queiram declamar ou cantar os poemas-canções do cantor e compositor. O livro A obra é resultado de um estudo comparativo das biografias de Belchior publicadas em nove livros e em 19 folhetos de cordel. Em linguagem jornalística envolvente, o autor revela o que há de mais picante, surpreendente e emocionante na vida, na obra, no desaparecimento e morte do rapaz latino-americano. “Nesta síntese de biografias, vê-se que o Belchior foi excepcional como cidadão e genial como artista”, adianta Perdigão. “Foi alguém fora da curva e passou a vida fazendo cavalo de pau”, continua o autor. “O Belchior biografado nos livros é bem diferente do Belchior do cordel, e este pouca gente conhece”, completa. O autor Alberto Perdigão é jornalista, mestre em Políticas Públicas e Sociedade. Desenvolve pesquisa sobre o folheto informativo da literatura de cordel. Integra a Rede Folkcom de pesquisadores da folkcomunicação. É autor de sete livros, entre eles Política e Literatura de Cordel (2022) e Pretas e Pretos na Literatura de Cordel (2023). “Incluí o Cariri na jornada de lançamentos porque a região é uma referência no cordel, por dar ao país grandes poetas, xilógrafos e editores. Já passamos por Fortaleza, Sobral (CE), Mossoró (RN), Natal, João Pessoa, Recife, Brasília e Santa Cruz do Sul (RS). Em outubro, vamos a São Luís, Recife e Mossoró novamente, e ao Rio de Janeiro.” Belchior Antonio Carlos Belchior (nome completo, sem acento) nasceu em Sobral, em 26 de outubro de 1946. Viveu a infância em sua cidade natal, a juventude em Fortaleza, até se revelar para a MPB, em 1971, ao vencer, no Rio de Janeiro, o IV Festival da Música Universitária com a música Na Hora do Almoço, e gravar seu primeiro compacto. Gravou novos discos até 1996, perfazendo 25 anos de carreira no disco. De acordo com o ECAD, Belchior compôs 218 músicas que tiveram 348 diferentes gravações dele e de outros intérpretes. O cantor e compositor abandonou a família, os amigos, os negócios e os fãs, em 2008, e passou a viver escondido no Brasil e no Uruguai. Morreu de um aneurisma da aorta, em Santa Cruz do Sul (RS), em 30 de abril de 2017, aos 70 anos, no final de dez anos de sumiço. Para mais informações: Alberto Perdigão (85) 99989-8639. Fonte e foto: Assessoria
Oficina de artesanato indígena será realizada em Juazeiro do Norte na próxima semana
O Centro de Artesanato Municipal Maria Cândido recebe, de 15 a 19 de setembro, a oficina “Trançando Cultura e Pertencimento: Artesanatos Indígenas na Serra do Catolé”, que será ministrada pelo artesão Edson Kariri. As aulas acontecem das 14h às 17h, com inscrições gratuitas realizadas até o início da atividade, diretamente no Centro, localizado na Rua José Barbosa dos Santos, s/n, Vila Fátima, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h. Na oficina, os participantes terão a oportunidade de aprender técnicas tradicionais do artesanato indígena, como a confecção de cocar de palha, colares de sementes e brincos de penas, além de outras peças que fazem parte da cultura material dos povos originários. As peças são produzidas a partir de matérias-primas naturais, como palha de bananeira e de carnaúba, além de sementes de pau-brasil, mulungu olho de cabra, mucuna olho de boi, lágrima de Nossa Senhora, sombrião e sabonete, utilizadas há gerações na arte indígena. Com experiência desde os 15 anos, Edson Kariri compartilha não apenas as técnicas, mas também a vivência cultural de quem cresceu ligado às tradições de seu povo. Atualmente, o artesão comercializa suas peças em feiras, eventos, movimentos indígenas e pelas redes sociais, fortalecendo a valorização da arte e identidade indígena. Fonte e foto: Ascom Prefeitura de Juazeiro do Norte
Uma Voz Chamada Francisca: Longa gravado em Aurora traz às telas história de tragédia que virou devoção popular
Cinema, devoção e identidade cultural se encontram na história de Francisca O longa-metragem ‘Uma Voz Chamada Francisca’, dirigido por Lamarck Dias e roteirizado por Vaniele Oliveira, terá lançamento em setembro. A estreia acontece nos dias 08 e 09, em Aurora e Juazeiro do Norte, respectivamente. Na primeira, a exibição será realizada na Praça Padre Cícero, às 19h. Na terça-feira, a apresentação acontece em uma das salas de cinema do Cariri Shopping, às 17:30, para convidados. O filme propõe um olhar sensível e crítico sobre a morte de Francisca Augusto da Silva, jovem de 16 anos brutalmente assassinada pelo ex-noivo em Aurora, no interior do Ceará, há 65 anos. Para o diretor, o objetivo é provocar discussões sobre violência contra a mulher, feminicídio, direitos de gênero e religiosidade popular.“Eu cresci ouvindo a história de Francisca, me tornei devoto, e pensamos em transformar essa história em um filme para trazer mais discussões a respeito dessas temáticas, e também como uma forma de incentivar que mais pessoas conheçam a nossa ‘santa popular de Aurora’, destaca o diretor Lamarck Dias. Gravado no Sítio Tipi, em Aurora, a obra envolveu diretamente a comunidade local, que integrou tanto o elenco quanto a equipe técnica. Muitos moradores vivenciaram sua primeira experiência no universo do cinema, tornando a produção uma oportunidade de participação coletiva e fortalecimento da identidade cultural. De acordo com o Produtor Executivo, Bruno Monteiro, “um dos maiores orgulhos desta produção foi colocar a comunidade no centro do processo criativo. Cada morador que participou deixou sua marca no filme, tornando a produção um exercício de participação coletiva e fortalecimento da identidade cultural.” Além da forte participação comunitária, a produção contou ainda com nomes consagrados do cinema nacional, como Kassandra Brandão (aurorense), Nivaldo Nascimento e Márcio Tadeu de Lima. Sinopse A trama acompanha o romance entre Francisca, uma jovem simples e meiga, e Chico, rapaz de boa família. Após um namoro inocente, Chico pede a mão da moça em casamento, mas o pai dela nega o pedido, alegando que a filha mais velha deveria casar primeiro. Inconformado, Chico decide terminar o relacionamento. Francisca aceita a decisão e tenta seguir em frente, mas o jovem, arrependido, passa a insistir em reatar o romance — mudando para sempre o destino dos dois. Popularmente conhecida como “Mártir Francisca”, a adolescente tornou-se símbolo de fé e devoção no Cariri pela forma como perdeu a vida. Desde a sua morte, surgiram inúmeros relatos de graças alcançadas por pessoas que, segundo a fé católica, teriam recorrido à menina. Serviço: Fonte e foto: Assessoria
Exposição Fotográfica acontece de 4 a 30 de setembro, na RFFSA, em Crato
Mostra de Wilson Bernardo ocupa o Centro Cultural do Araripe entre 4 e 30 de setembro, revelando em imagens a poesia viva do sertão A Secretaria de Cultura (Secult) do Crato convida a comunidade e visitantes para mergulhar na essência do Cariri através da lente sensível de Wilson Bernardo, na exposição fotográfica “Entre Aboios, Rezas e Risos: A Alma do Cariri Cearense”, em cartaz de 4 a 30 de setembro, no Centro Cultural do Araripe, no Largo da RFFSA. Com abertura marcada para o dia 4 de setembro, às 17h30, a mostra se estende de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h, oferecendo ao público a oportunidade de contemplar a força simbólica de um território onde tradição, fé e festa se entrelaçam em narrativas visuais de rara intensidade. A exposição acontece com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, reiterando o papel da arte como espelho da identidade e da resistência cultural do povo nordestino. Em sua proposta poética, Wilson Bernardo cristaliza em imagens um Cariri onde o aboio dos vaqueiros ecoa como lamento ancestral, onde rezas sussurram memórias de beatos, e onde risos explodem na irreverência dos caretas e na dança viva dos reisados. O fotógrafo dá forma à eternidade de um povo que, mesmo diante da seca, faz brotar poesia. A expografia e a curadoria levam a assinatura de Luiz Carlos Salatiel e Edelson Diniz, nomes de referência na valorização das artes e da cultura popular. “Nesta terra onde até a seca floresce, pulsa a essência de um povo que nunca deixou de converter a dureza em poesia e a vida em eternidade”, afirmam os curadores sobre a exposição. Serviço Exposição Fotográfica: Entre Aboios, Rezas e Risos – A Alma do Cariri Cearense, de Wilson Bernardo Abertura: 4 de setembro de 2025, às 17h30 Período: 4 a 30 de setembro de 2025 Local: Centro Cultural do Araripe – Largo da RFFSA, Crato/CE Horário de visitação: Segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h Curadoria e expografia: Luiz Carlos Salatiel e Edelson Diniz Fonte e foto: Ascom Prefeitura do Crato (Texto: Hermínia Rachel Saraiva)
CCCariri apresenta a 2ª edição do No AR com a cantora e compositora Sol Maria
O programa audiovisual está disponível no Canal do YouTube do CCCariri e apresenta show autoral de Sol Maria, celebrando a música independente da região do Cariri. O Programa No AR é uma realização da Rádio Unaé, espaço que integra o Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo, equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Ceará, gerido em parceria com o Instituto Mirante de Cultura e Arte. A iniciativa busca apoiar, promover e fomentar a cena musical independente do Cariri, dando visibilidade a artistas, coletivos e agentes culturais da região, ao mesmo tempo em que amplia conexões com outras partes do Estado e do país. Em sua 2ª edição, o No AR apresenta a cantora e compositora Sol Maria, acompanhada pela banda formada por Diego Souza (teclado e arranjos), Reginaldo Silva (contrabaixo) e Alisson Matos (bateria), em um show autoral com cinco canções: “Vilania”, “Íntima”, “Romã”, “Tempo templo” e “Fogo Doce”. Sobre a iniciativa, Gabriel, Gerente de Ação Cultural do CCCariri, afirma: “O No AR é um espaço para o registro e difusão da produção musical no Cariri. A cada edição buscamos ampliar o acesso a trabalhos autorais da região, no segmento da música, e aproximar essa produção a diferentes públicos. O programa também visa contribuir com portfólio audiovisual dos artistas, e fortalecer a cena musical da região.” Sol Maria desenvolve pesquisa em tradição popular, com foco em etnia, gênero e classe. É formada em Música Licenciatura pela Universidade Federal do Cariri e estudou canto popular com Mestra Marinez. Recebeu prêmios como Latinidades Pretas, Aceleradas da Feira Preta e Canta Juazeiro, participou do projeto internacional Reconexiones: MOMA – Museu de Artes de Nova York, é fundadora do Cantando Marias e foi reconhecida no I Prêmio Pretas Potências. Esta edição encerra o ciclo 2025 do No AR e amplia o registro da produção musical do Cariri. O programa está disponível no canal do YouTube do Centro Cultural do Cariri. Assista agora. Fonte e foto: Ascom Centro Cultural do Cariri
Exposição “Nosso Nordeste, Nossa Cultura” destaca arte popular no Centro Cultural Daniel Walker
Até 4 de setembro, no Centro Cultural Daniel Walker acontece a exposição “Nosso Nordeste, nossa cultura”. A mostra celebra a identidade nordestina a partir da riqueza cultural de esculturas e matrizes de xilogravuras dos artistas Din Alves e Erivana Darc. A visitação é gratuita, de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h, e aos sábados, das 14h às 19h. As esculturas e as matrizes de xilogravuras expostas marcam as produções artísticas populares nordestinas principalmente por conta da presença de imagens do cotidiano regional e pela utilização da madeira da umburana, matéria prima utilizada na produção artística do Cariri. Os artistas Din Alves e Erivana Darc acumulam reconhecimento internacional por suas obras, que já foram exibidas em importantes centros culturais dentro e fora do Brasil. Com linguagens distintas, mas ambas enraizadas na tradição nordestina, os dois têm contribuído para projetar a arte popular da região em cenários globais, reafirmando o valor e a diversidade da produção cultural do Cariri. Fonte e foto: Ascom Prefeitura de Juazeiro do Norte


