Belchior: a construção de um mito na literatura de cordel (RDS, 2025, 308 páginas), de autoria do jornalista e pesquisador Alberto Perdigão, é o livro que será lançado, neste fim de semana, em três eventos no Cariri. Os lançamentos são um tributo à memória de Antonio Carlos Belchior, 30 dias antes do aniversário de 79 anos do cantor e compositor. Palestra no Crato A jornada começa nesta sexta-feira (26), às 19h30, no Instituto Cultural do Cariri, no Crato (Rua Rui Barbosa, em frente ao Parque de Exposições – Centro). A noite será aberta com um pocket show da cantora Leninha Linard interpretando Belchior. Em seguida, Alberto Perdigão fará palestra sobre A Poética de Belchior e autografará a obra. Almoço em Juazeiro Em Juazeiro do Norte, o lançamento será durante Um Almoço para Belchior, que será realizado sábado (27), a partir de 12 horas, no restaurante Vila Moringa (Rua Belo Horizonte, 464 – José Geraldo da Cruz). O cantor Davi Sobreira apresentará os maiores sucessos de Belchior, enquanto Perdigão autografará seu novo livro. Roda de conversa em Barbalha Em Barbalha, o lançamento será no sábado (7), às 18 horas, na Escola de Saberes (Rua Neroly Filgueira, 386 – Centro). Além do autógrafo, o autor apresentará os aspectos mais importantes da obra poética de Belchior. O microfone será aberto aos participantes que queiram declamar ou cantar os poemas-canções do cantor e compositor. O livro A obra é resultado de um estudo comparativo das biografias de Belchior publicadas em nove livros e em 19 folhetos de cordel. Em linguagem jornalística envolvente, o autor revela o que há de mais picante, surpreendente e emocionante na vida, na obra, no desaparecimento e morte do rapaz latino-americano. “Nesta síntese de biografias, vê-se que o Belchior foi excepcional como cidadão e genial como artista”, adianta Perdigão. “Foi alguém fora da curva e passou a vida fazendo cavalo de pau”, continua o autor. “O Belchior biografado nos livros é bem diferente do Belchior do cordel, e este pouca gente conhece”, completa. O autor Alberto Perdigão é jornalista, mestre em Políticas Públicas e Sociedade. Desenvolve pesquisa sobre o folheto informativo da literatura de cordel. Integra a Rede Folkcom de pesquisadores da folkcomunicação. É autor de sete livros, entre eles Política e Literatura de Cordel (2022) e Pretas e Pretos na Literatura de Cordel (2023). “Incluí o Cariri na jornada de lançamentos porque a região é uma referência no cordel, por dar ao país grandes poetas, xilógrafos e editores. Já passamos por Fortaleza, Sobral (CE), Mossoró (RN), Natal, João Pessoa, Recife, Brasília e Santa Cruz do Sul (RS). Em outubro, vamos a São Luís, Recife e Mossoró novamente, e ao Rio de Janeiro.” Belchior Antonio Carlos Belchior (nome completo, sem acento) nasceu em Sobral, em 26 de outubro de 1946. Viveu a infância em sua cidade natal, a juventude em Fortaleza, até se revelar para a MPB, em 1971, ao vencer, no Rio de Janeiro, o IV Festival da Música Universitária com a música Na Hora do Almoço, e gravar seu primeiro compacto. Gravou novos discos até 1996, perfazendo 25 anos de carreira no disco. De acordo com o ECAD, Belchior compôs 218 músicas que tiveram 348 diferentes gravações dele e de outros intérpretes. O cantor e compositor abandonou a família, os amigos, os negócios e os fãs, em 2008, e passou a viver escondido no Brasil e no Uruguai. Morreu de um aneurisma da aorta, em Santa Cruz do Sul (RS), em 30 de abril de 2017, aos 70 anos, no final de dez anos de sumiço. Para mais informações: Alberto Perdigão (85) 99989-8639. Fonte e foto: Assessoria
Livro sobre as biografias de Belchior terá três lançamentos no Cariri
Oficina de artesanato indígena será realizada em Juazeiro do Norte na próxima semana
O Centro de Artesanato Municipal Maria Cândido recebe, de 15 a 19 de setembro, a oficina “Trançando Cultura e Pertencimento: Artesanatos Indígenas na Serra do Catolé”, que será ministrada pelo artesão Edson Kariri. As aulas acontecem das 14h às 17h, com inscrições gratuitas realizadas até o início da atividade, diretamente no Centro, localizado na Rua José Barbosa dos Santos, s/n, Vila Fátima, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h. Na oficina, os participantes terão a oportunidade de aprender técnicas tradicionais do artesanato indígena, como a confecção de cocar de palha, colares de sementes e brincos de penas, além de outras peças que fazem parte da cultura material dos povos originários. As peças são produzidas a partir de matérias-primas naturais, como palha de bananeira e de carnaúba, além de sementes de pau-brasil, mulungu olho de cabra, mucuna olho de boi, lágrima de Nossa Senhora, sombrião e sabonete, utilizadas há gerações na arte indígena. Com experiência desde os 15 anos, Edson Kariri compartilha não apenas as técnicas, mas também a vivência cultural de quem cresceu ligado às tradições de seu povo. Atualmente, o artesão comercializa suas peças em feiras, eventos, movimentos indígenas e pelas redes sociais, fortalecendo a valorização da arte e identidade indígena. Fonte e foto: Ascom Prefeitura de Juazeiro do Norte
Uma Voz Chamada Francisca: Longa gravado em Aurora traz às telas história de tragédia que virou devoção popular
Cinema, devoção e identidade cultural se encontram na história de Francisca O longa-metragem ‘Uma Voz Chamada Francisca’, dirigido por Lamarck Dias e roteirizado por Vaniele Oliveira, terá lançamento em setembro. A estreia acontece nos dias 08 e 09, em Aurora e Juazeiro do Norte, respectivamente. Na primeira, a exibição será realizada na Praça Padre Cícero, às 19h. Na terça-feira, a apresentação acontece em uma das salas de cinema do Cariri Shopping, às 17:30, para convidados. O filme propõe um olhar sensível e crítico sobre a morte de Francisca Augusto da Silva, jovem de 16 anos brutalmente assassinada pelo ex-noivo em Aurora, no interior do Ceará, há 65 anos. Para o diretor, o objetivo é provocar discussões sobre violência contra a mulher, feminicídio, direitos de gênero e religiosidade popular.“Eu cresci ouvindo a história de Francisca, me tornei devoto, e pensamos em transformar essa história em um filme para trazer mais discussões a respeito dessas temáticas, e também como uma forma de incentivar que mais pessoas conheçam a nossa ‘santa popular de Aurora’, destaca o diretor Lamarck Dias. Gravado no Sítio Tipi, em Aurora, a obra envolveu diretamente a comunidade local, que integrou tanto o elenco quanto a equipe técnica. Muitos moradores vivenciaram sua primeira experiência no universo do cinema, tornando a produção uma oportunidade de participação coletiva e fortalecimento da identidade cultural. De acordo com o Produtor Executivo, Bruno Monteiro, “um dos maiores orgulhos desta produção foi colocar a comunidade no centro do processo criativo. Cada morador que participou deixou sua marca no filme, tornando a produção um exercício de participação coletiva e fortalecimento da identidade cultural.” Além da forte participação comunitária, a produção contou ainda com nomes consagrados do cinema nacional, como Kassandra Brandão (aurorense), Nivaldo Nascimento e Márcio Tadeu de Lima. Sinopse A trama acompanha o romance entre Francisca, uma jovem simples e meiga, e Chico, rapaz de boa família. Após um namoro inocente, Chico pede a mão da moça em casamento, mas o pai dela nega o pedido, alegando que a filha mais velha deveria casar primeiro. Inconformado, Chico decide terminar o relacionamento. Francisca aceita a decisão e tenta seguir em frente, mas o jovem, arrependido, passa a insistir em reatar o romance — mudando para sempre o destino dos dois. Popularmente conhecida como “Mártir Francisca”, a adolescente tornou-se símbolo de fé e devoção no Cariri pela forma como perdeu a vida. Desde a sua morte, surgiram inúmeros relatos de graças alcançadas por pessoas que, segundo a fé católica, teriam recorrido à menina. Serviço: Fonte e foto: Assessoria
Exposição Fotográfica acontece de 4 a 30 de setembro, na RFFSA, em Crato
Mostra de Wilson Bernardo ocupa o Centro Cultural do Araripe entre 4 e 30 de setembro, revelando em imagens a poesia viva do sertão A Secretaria de Cultura (Secult) do Crato convida a comunidade e visitantes para mergulhar na essência do Cariri através da lente sensível de Wilson Bernardo, na exposição fotográfica “Entre Aboios, Rezas e Risos: A Alma do Cariri Cearense”, em cartaz de 4 a 30 de setembro, no Centro Cultural do Araripe, no Largo da RFFSA. Com abertura marcada para o dia 4 de setembro, às 17h30, a mostra se estende de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h, oferecendo ao público a oportunidade de contemplar a força simbólica de um território onde tradição, fé e festa se entrelaçam em narrativas visuais de rara intensidade. A exposição acontece com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, reiterando o papel da arte como espelho da identidade e da resistência cultural do povo nordestino. Em sua proposta poética, Wilson Bernardo cristaliza em imagens um Cariri onde o aboio dos vaqueiros ecoa como lamento ancestral, onde rezas sussurram memórias de beatos, e onde risos explodem na irreverência dos caretas e na dança viva dos reisados. O fotógrafo dá forma à eternidade de um povo que, mesmo diante da seca, faz brotar poesia. A expografia e a curadoria levam a assinatura de Luiz Carlos Salatiel e Edelson Diniz, nomes de referência na valorização das artes e da cultura popular. “Nesta terra onde até a seca floresce, pulsa a essência de um povo que nunca deixou de converter a dureza em poesia e a vida em eternidade”, afirmam os curadores sobre a exposição. Serviço Exposição Fotográfica: Entre Aboios, Rezas e Risos – A Alma do Cariri Cearense, de Wilson Bernardo Abertura: 4 de setembro de 2025, às 17h30 Período: 4 a 30 de setembro de 2025 Local: Centro Cultural do Araripe – Largo da RFFSA, Crato/CE Horário de visitação: Segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h Curadoria e expografia: Luiz Carlos Salatiel e Edelson Diniz Fonte e foto: Ascom Prefeitura do Crato (Texto: Hermínia Rachel Saraiva)
CCCariri apresenta a 2ª edição do No AR com a cantora e compositora Sol Maria
O programa audiovisual está disponível no Canal do YouTube do CCCariri e apresenta show autoral de Sol Maria, celebrando a música independente da região do Cariri. O Programa No AR é uma realização da Rádio Unaé, espaço que integra o Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo, equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Ceará, gerido em parceria com o Instituto Mirante de Cultura e Arte. A iniciativa busca apoiar, promover e fomentar a cena musical independente do Cariri, dando visibilidade a artistas, coletivos e agentes culturais da região, ao mesmo tempo em que amplia conexões com outras partes do Estado e do país. Em sua 2ª edição, o No AR apresenta a cantora e compositora Sol Maria, acompanhada pela banda formada por Diego Souza (teclado e arranjos), Reginaldo Silva (contrabaixo) e Alisson Matos (bateria), em um show autoral com cinco canções: “Vilania”, “Íntima”, “Romã”, “Tempo templo” e “Fogo Doce”. Sobre a iniciativa, Gabriel, Gerente de Ação Cultural do CCCariri, afirma: “O No AR é um espaço para o registro e difusão da produção musical no Cariri. A cada edição buscamos ampliar o acesso a trabalhos autorais da região, no segmento da música, e aproximar essa produção a diferentes públicos. O programa também visa contribuir com portfólio audiovisual dos artistas, e fortalecer a cena musical da região.” Sol Maria desenvolve pesquisa em tradição popular, com foco em etnia, gênero e classe. É formada em Música Licenciatura pela Universidade Federal do Cariri e estudou canto popular com Mestra Marinez. Recebeu prêmios como Latinidades Pretas, Aceleradas da Feira Preta e Canta Juazeiro, participou do projeto internacional Reconexiones: MOMA – Museu de Artes de Nova York, é fundadora do Cantando Marias e foi reconhecida no I Prêmio Pretas Potências. Esta edição encerra o ciclo 2025 do No AR e amplia o registro da produção musical do Cariri. O programa está disponível no canal do YouTube do Centro Cultural do Cariri. Assista agora. Fonte e foto: Ascom Centro Cultural do Cariri
Exposição “Nosso Nordeste, Nossa Cultura” destaca arte popular no Centro Cultural Daniel Walker
Até 4 de setembro, no Centro Cultural Daniel Walker acontece a exposição “Nosso Nordeste, nossa cultura”. A mostra celebra a identidade nordestina a partir da riqueza cultural de esculturas e matrizes de xilogravuras dos artistas Din Alves e Erivana Darc. A visitação é gratuita, de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h, e aos sábados, das 14h às 19h. As esculturas e as matrizes de xilogravuras expostas marcam as produções artísticas populares nordestinas principalmente por conta da presença de imagens do cotidiano regional e pela utilização da madeira da umburana, matéria prima utilizada na produção artística do Cariri. Os artistas Din Alves e Erivana Darc acumulam reconhecimento internacional por suas obras, que já foram exibidas em importantes centros culturais dentro e fora do Brasil. Com linguagens distintas, mas ambas enraizadas na tradição nordestina, os dois têm contribuído para projetar a arte popular da região em cenários globais, reafirmando o valor e a diversidade da produção cultural do Cariri. Fonte e foto: Ascom Prefeitura de Juazeiro do Norte
Projeto realiza ações de formação em quilombos dos municípios de Jati, Jardim e Porteiras
Oficinas de percussão tem início nesta segunda-feira (25), em Jardim-CE A Escola de Arte e Cultura Eco Marias do Sertão realiza ações de formação em quilombos dos municípios de Jati, Jardim e Porteiras, a programação conta com oficinas de dança, percussão, pífano, teatro, canto, audiovisual e fotografia. O projeto é uma realização do Ponto de Cultura ABC Vatá, e tem como objetivo fomentar formações artísticas e culturais nestes territórios. No município de Jardim, as formações acontecem no Quilombo dos Mulatos e conta com parceria da Associação Remanescente do Quilombo Serra dos Mulatos. As atividades no território tiveram início em 11 de agosto com a Oficina de Dança Criativa com a Professora Yara, com finalização na sexta-feira (22). A próxima formação inicia nesta segunda-feira (25), sob orientação do músico Vanildo Franco, com aulas de percussão e música, que seguem até 01 de setembro. As demais ações formativas acontecem no sítio Mãe D’água, em Jati, e no Quilombo dos Souza, em Porteiras. A finalização do projeto conta com a culminância de ações de fruição cultural em cada cidade, com a presença de mestres da cultura popular e oficinas. A idealizadora do projeto, Valéria Pinheiro, conta que a relação com os territórios vêm sendo construída desde 2018 quando o Ponto de Cultura ABC Vatá mudou-se de Fortaleza para Jati, no Cariri cearense. A partir do diálogo com essas comunidades surge o projeto Escola Livre Eco Marias do Sertão. A primeira ação formativa foi realizada no Quilombo dos Souza, com o incentivo da Mestra Maria de Tiê e apoio financeiro do Edital Cultura Infância. Valéria Pinheiro conta que durante as formações no Quilombo dos Souza, integrantes do Quilombos dos Mulatos, do município de Jardim, visitavam frequentemente as ações, foi a partir dessa troca que as atividades formativas foram ampliadas para o território vizinho: “e aí a gente levou algumas oficinas para o Quilombo dos Mulatos”, explica a artista. A idealizadora acrescenta que apaixonou-se pelas crianças daquele espaço e por isso se envolveu profundamente com o projeto: “por isso entrei de cabeça, fizemos uma parceria com a Associação Remanescente do Quilombo dos Mulatos e desde o ano passado que a gente vem atuando”, ressalta. Este projeto é apoiado pelo Ministério da Cultura e pela Secretaria da Cultura do Ceará, com recursos provenientes da Lei Federal N.º 14.399 de Julho de 2022. Além de contar com o apoio local da Escola Municipal de Ensino Fundamental Franklin Tavares Pinheiro do município de Jati, Escola de Ensino Fundamental Maria Pinheiro Cardoso, em Porteiras e a Associação Remanescente do Quilombo Serra dos Mulatos, em Jardim. Programação Escola de Arte e Cultura Eco Marias do Sertão Oficina de Percussão e música com Vanildo Franco Data: 25 de agosto a 01 de setembro Local: Associação Remanescente Quilombo dos Mulatos, Jardim-CE Confira a programação completa no Instagram: @pontodeculturaabcvata Fonte e foto: Assessoria de Imprensa (Letícia Holanda)
Abertura do Festival Expobrejo 2025 reúne milhares de vaqueiros e marca noite histórica em Brejo Santo
A abertura oficial do Festival Expobrejo 2025, realizada neste domingo (24), entrou para a história de Brejo Santo com a maior cavalgada do Ceará, que reuniu milhares de vaqueiros e amazonas vindos de diferentes cidades do Cariri e de estados vizinhos. O cortejo saiu da Praça Chico Leite, no bairro Aldeota, animado por Negão Cantor e banda em um trio elétrico, e percorreu as principais ruas da cidade até o Parque de Vaquejada Zequinha Chicote, onde aconteceu a tradicional bênção do vaqueiro. Em seguida, a multidão seguiu para o Parque de Eventos e Agronegócios Mário Leite Tavares, onde os shows no Palco Cultural 1 deram o tom de celebração da primeira noite do Festival. O grande destaque foi a apresentação de Delmiro Barros, que emocionou o público ao exaltar em suas composições a força da cultura nordestina, o vaqueiro e a vida no campo. A programação contou ainda com os shows de Forró de Nois, Alisson Cantor, Ruivim Cantor e a banda Vilões do Forró & Tony Baldock, que levaram muita animação e diversidade musical ao público presente, encerrando a noite em clima de festa. Com mais de 60 atrações musicais, além de vaquejada, missa, feira de agronegócio, exposição e desfile da Rainha, o Festival Expobrejo 2025 segue até o próximo domingo (31), consolidando-se como um dos maiores eventos culturais e festivos do interior do Ceará. Fonte e foto: Assessoria ExpoBrejo 2025
Sesc inaugura Museu Orgânico em homenagem a arte dos mosaicos
O Sesc Ceará inaugurou neste sábado, 23, mais um Museu Orgânico, o Museu Fábrica Mosaico de Mestre Jaime, localizado em Barbalha, no Cariri. Dessa vez, é um reconhecimento a Jaime Arnaldo Rodrigues e seu ofício em produzir ladrilhos hidráulicos, mantendo há mais de 40 anos, um processo de produção artesanal, ou seja, uma tradição secular que ajuda a inspirar novos artesãos. A inauguração do novo Museu Orgânico faz parte da programação da Mostra Sesc Cariri de Culturas de 2025. O ofício de Mestre Jaime atende aos valores excepcionais e universais do patrimônio cultural da humanidade em autenticidade e integridade, por isso, foi escolhido para ser um Museu Orgânico, sendo o 24º de uma rede de museus que vem sendo construída pelo Sesc no Ceará em parceria com a Fundação Casa Grande. “Inaugurar o Museu Orgânico do Mestre Jaime é fazer da sua história de vida, a história de uma arte. Colocá-lo dentro do nosso circuito dos Museus Orgânicos, mostra a importância de preservar a nossa história e dá mais força à nossa luta para transformar a Chapada do Araripe em Patrimônio da Humanidade. Hoje esse reconhecimento é de todos nós, e agora o mundo todo vai saber que em Barbalha tem o Museu do Mestre Jaime”, destaca o Presidente da Fecomércio, Luiz Gastão. Sobre o Mestre Mestre Jaime nasceu em Barbalha, no sopé da Floresta Nacional do Araripe. Aos 18 anos começou a trabalhar como servente na Fábrica de Mosaicos Incas, de propriedade do senhor João Gonçalves. Em pouco tempo já demonstrou o seu talento e em menos de um ano já estava operando a prensa e produzindo com qualidade os mais complicados mosaicos. Durante a década de 1960, a demanda por mosaicos cresceu e ele assumiu uma filial da fábrica de mosaicos em Brejo Santo. Com a chegada das fábricas de cerâmica, na década de 1970, a fabricação de mosaicos entrou em declínio e em 1979 as fábricas de João Gonçalves foram fechadas. Os anos foram passando, até que em 1983, Mestre Jaime foi procurado por uma senhora que lhe pediu uma encomenda de mosaicos para uma reforma na sua casa. Ele acabou “herdando” as prensas e todas as outras ferramentas do senhor João Gonçalves e, assim, deu início a Fábrica de Mosaicos de Barbalha. “Estou muito feliz, nunca esperei receber uma ‘coisa’ tão boa como essa. Pensava que nunca chegaria a esse ponto, e agradeço a todos que fazem a cultura do Sesc por tudo isso, e que Deus pague a vocês todos, obrigado”, disse Mestre Jaime, emocionado. A arte do mosaico O ladrilho hidráulico, além de beleza, carrega uma história e técnica artesanal que data de séculos. O ladrilho hidráulico como conhecemos hoje, surgiu na França por volta de 1850, durante o período da Revolução Industrial, como uma alternativa ao azulejo cerâmico. As origens mais antigas, no entanto, são encontradas nos mosaicos bizantinos que expressavam a religiosidade através da arte e decoravam pisos e paredes por toda a Europa. Com a travessia dos mulçumanos pelo Estreito de Gibraltar e a ocupação da península Ibérica, veio um legado significativo na cultura, na língua e na arquitetura. Importados de Portugal, da França e da Bélgica, os ladrilhos chegaram ao Brasil, e a partir do final do século XIX, sendo bastante aplicados na construção dos pisos domésticos no Cariri. Sobre os Museus Orgânicos Baseados no vínculo com a história e dos lugares onde vivem e atuam os mestres da cultura popular. O projeto nasceu com o amadurecimento da parceria com a Fundação Casa Grande, localizada na cidade de Nova Olinda, para o fortalecimento de uma rede formada por lugares de memória, sendo o Sesc um ativador desses espaços. Para que se tornem Museus Orgânicos, os projetos passam por pesquisas e estudos consistentes a respeito de cada tradição cultural, suas referências coletivas e o impacto na comunidade. Fonte e foto: Ascom Mostra Sesc Cariri de Culturas
Centro Cultural do Cariri promove formação gratuita para fortalecer a economia criativa e solidária na região
Oficinas, debates e vivências combinam teoria e prática para desenvolver artistas, coletivos e empreendedores, fortalecendo a economia criativa e solidária no Cariri. De 19 a 30 de agosto, o Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, gerido em parceria com o Instituto Mirante de Cultura e Arte, promove o Ciclo Formativo Diversifica – Criatividade e Empreendedorismo, uma programação gratuita que reúne oficinas, encontros e debates voltados para a economia criativa e solidária na região. A iniciativa integra o Programa Balaio – Economia Criativa e Solidária, que fomenta ações de empreendedorismo, inovação e sustentabilidade a partir da valorização da cultura e dos saberes tradicionais do Cariri. O Diversifica propõe um percurso formativo dividido em quatro módulos, voltados para áreas como empreendedorismo, comunicação, artesanato, design e gastronomia. Ao todo, serão 40 horas de atividades, combinando teoria, prática e rodas de conversa, com 20 vagas em cada módulo. Em sua primeira edição, o projeto direciona seu olhar para segmentos fortemente presentes nas feiras criativas do Cariri, promovendo formação técnica e criativa para artistas, artesãos, empreendedores e coletivos culturais. O Módulo I – Empreender: do Planejamento à Gestão será conduzido por Indira Guimarães, consultora do SEBRAE, de 19 a 21 de agosto, às 18h. O Módulo II – Comunicação e Marketing: Estratégias para Promoção de Negócios terá Lara Rosado como facilitadora de 22 a 24 de agosto, com início no dia 22 às 18h e nos dias 23 e 24 às 15h. O Módulo III – Artesanato, Design, Identidade e Território será conduzido por Zulmira Correia de 28 a 30 de agosto, com encontros nos dias 28 e 29 às 18h e no dia 30 às 09h. Já o Módulo IV – Cultura Alimentar: Descobrindo Tradições e Sabores, com Samantha Sales, ocorrerá de 27 a 29 de agosto às 18h. Todas as inscrições devem ser feitas por módulo, através dos formulários abaixo. Haverá disponibilidade de acessibilidade em Libras mediante demanda prévia, por meio dos formulários. A programação ainda contará com mesas de debate abertas ao público no dia 30 de agosto, abordando os desafios e perspectivas dos ecossistemas criativos no Cariri e estratégias de gestão, negócios e feiras criativas na região, com início às 14h e segunda mesa às 16h. O Ciclo Formativo prioriza públicos historicamente marginalizados, como mulheres, jovens, população negra, comunidades tradicionais e pessoas LGBTQIAPN+, e é voltado a pequenos empreendedores locais, coletivos, associações e participantes das feiras independentes da região. A formação combina teoria e prática em encontros presenciais, incluindo rodas de conversa, oficinas e vivências em edições da Feira Balaio, com foco na sustentabilidade e na valorização da identidade cultural do Cariri. Segundo Rosely Nakagawa, Diretora do CCCariri, “O Ciclo Formativo Diversifica procura fomentar ações de formação para o empreendedorismo, a inovação e a sustentabilidade, garantindo a valorização e a preservação da cultura e dos saberes tradicionais do Cariri. Oferece um percurso formativo que respeita o território criativo do artesão, presente no ritmo de produção, vinculado estreitamente com seu saber, técnicas, processos ancestrais e materiais tradicionais.” Fonte: Ascom CCCariri | Foto: Helio Filho


